Os primeiros passos do Brasil na COP25

O Ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem um objetivo claro para a COP25: conseguir dinheiro.

Durante as últimas semanas, o ministro tem lembrado que os países ricos prometeram 100 bilhões de dólares por ano aos países em desenvolvimento em troca pelos seus esforços ambientais, uma conta que ainda não foi paga. Ironicamente, as exigências de Salles chegam só umas semanas depois da publicação da taxa de desmatamento da Amazônia em 2019, que foi a mais alta em 11 anos.

As coisas não começaram bem para o Brasil na COP25. Na terça-feira, o governo brasileiro foi “honrado” com o prêmio “Fóssil do dia” por “culpar a sociedade civil pelos incêndios da Amazônia”.

Mas Bolsonaro e sua equipe também têm recebido boas notícias. O Brasil terá um forte aliado nas negociações do Artigo 6, que regulará os mercados de carbono sob o Acordo de Paris. China manifestou apoio à demanda brasileira de que os antigos créditos gerados na época do Protocolo de Kyoto possam ser usados no futuro mercado.

Se você não está entendendo nada do que estamos falando, talvez seja uma boa ideia ler a nossa matéria anterior sobre mercados de carbono. Mas resumindo muito, esses créditos antigos têm um valor ambiental praticamente nulo, e o se uso poderia afetar a efetividade do novo mercado de carbono como mecanismo para diminuir as emissões globais.